Arquivo do mês: maio 2014

A Gestão Ambiental na Empresa

Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo lutam por esta nobre causa, tentando mostrar os perigos iminentes de uma postura agressiva ao meio em que vivemos, e os riscos concretos que corremos.

Há algumas décadas as pessoas perceberam que a preservação do planeta Terra significa também a preservação da própria vida. Inicialmente, a preocupação era pela extinção dos animais, mais tarde a questão da derrubada das florestas, a poluição do ar.

SUPREMOARTIGO

Em seguida, a poluição industrial e agrícola e também a preocupação com a poluição gerada nos países em desenvolvimento, pela falta de infra-estrutura urbana. Finalmente foram identificadas as grandes conseqüências da poluição mundial e seus riscos, como o efeito estufa e a camada de ozônio.
Se inicialmente tínhamos alguns idealistas alertando para problemas que pareciam surreais, mais tarde passou-se a contar com organizações especialistas na questão ambiental, organizações internacionais e alguns poucos governos comprometidos com a preservação do Planeta.

Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo lutam por esta nobre causa, tentando mostrar os perigos iminentes de uma postura agressiva ao meio em que vivemos, e os riscos concretos que corremos.

Esta consciência coletiva vem crescendo dia-a-dia, transformando culturas, quebrando velhos paradigmas e obrigando todos a darem sua colaboração por uma justa causa, a saúde do nosso Planeta.

Um dos últimos grupos a integrar esta luta, e talvez o que traga resultados mais diretos em menos tempo, é o setor empresarial. Movidos pela exigência de seus consumidores, inicialmente europeus, as empresas começaram a perceber que seus clientes estavam dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente corretos, e mais, deixar de comprar aqueles que contribuíam para a degradação do Planeta.

Além disto, esta pressão popular atingiu também os governos, os quais passaram a estabelecer legislações ambientais cada vez mais rígidas, fazendo com que as empresas tivessem que adequar seus processos industriais, utilizando-se de tecnologias mais limpas.

Esta mudança na percepção da questão ambiental obrigou o setor industrial, a desenvolver e implantar sistemas de gestão de seus processos de maneira que atendessem a demanda vinda de seus clientes e cumprissem com a legislação ambiental vigente.
A estes sistemas denominaram Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Com estes sistemas, os empresários começaram a verificar que uma postura ambientalmente correta na gestão dos seus processos refletia diretamente em produtividade, qualidade e conseqüentemente melhores resultados econômico-financeiros.
Além disto, como uma forma de verificar e divulgar quais as empresas que realmente apresentam uma postura ambientalmente correta, estabeleceu-se sistemas de avaliação de desempenho ambiental, com normas e critérios padronizados para o mundo todo. O conjunto de normas mais conhecido é o da série ISO 14000.

A implantação de um sistema de gestão ambiental, por uma empresa, pressupõem e exige um forte comprometimento de sua direção e colaboradores com o meio ambiente. Não basta apenas anunciar que seus processos não causam danos ambientais, é preciso provar.

A implantação de um SGA e a obtenção de um certificado ISO 14001 jamais pode ser simplesmente uma jogada de marketing ou o cumprimento de uma cláusula comercial, pois mais cedo ou mais tarde, esta verdade será mostrada, com prejuízos ainda maiores para a empresa.

Esta decisão deve ser baseada em uma análise criteriosa dos benefícios a serem obtidos e dos recursos a serem utilizados. É fundamental lembrar que uma vez obtida a certificação, este compromisso passa a ser permanente, exigindo uma mudança definitiva da antiga cultura e das velhas práticas.

Contudo, o gerenciamento de um processo, por meio das ferramentas de um Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA) possibilita inúmeros ganhos de produtividade e qualidade, além da satisfação das pessoas envolvidas diretamente naquele processo, pois estes aprendem que sempre é possível fazer melhor e percebem a evolução da qualidade de seus serviços.

E o mais importante neste processo: o cliente passa a confiar muito mais na empresa e em seus produtos.
Atuar de maneira ambientalmente responsável é ainda hoje um diferencial entre as empresas, destacando-as neste competitivo mercado.

Porém, em breve, este diferencial se transformará em um pré-requisito e quanto antes as empresas perceberem esta nova realidade maior será a chance de se manterem no mercado.

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Educação Patrimonial e Arqueológia

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Mudança climática dificultará acesso à água de grande parte do planeta

Menos água nas regiões secas, ainda mais inundações, fluxos de rios modificados, contaminação. O aquecimento global transformará radicalmente o mapa do acesso à água e acirrará as tensões em torno desse recurso vital.

O aquecimento previsto ao longo do século XXI e a pressão demográfica reduzirão a quantidade de água disponível tanto na superfície como nas camadas inferiores do solo na bacia do Mediterrâneo, na Península Arábica, na Ásia central e na Califórnia (EUA), ressaltam os especialistas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) em seu relatório de março deste ano.

No norte de Europa, por outro lado, teme-se que haja maiores inundações em consequência de chuvas ainda mais intensas.

Seja por escassez ou por excesso de água, antecipar-se a estas mudanças é necessário, em um mundo com 800 milhões de pessoas sem acesso a fontes seguras de água potável.

Não se trata apenas de uma questão de quantidade. A variedade e a qualidade deste recurso também mudaria em um planeta mais quente, explicou à AFP Blanca Jiménez Cisneros, diretora da divisão de Ciências da Água da Unesco.

O derretimento acelerado das geleiras, por exemplo, pode provocar um aumento do volume dos rios, trazendo benefícios que durariam pouco tempo, na medida em que o manancial logo ficaria menos volumoso do que era antes do processo.

Um aumento da temperatura afetaria também a qualidade da água, pois favoreceria a multiplicação de plantas aquáticas, produtoras de toxinas difíceis de eliminar com tratamentos convencionais. E onde as chuvas se intensificarem, os centros de tratamento de água deverão eliminar uma quantidade maior de materiais contaminantes.

Outro efeito menos conhecido do aquecimento sobre a água: a salinização de áreas de água doce nos litorais e nas ilhas em razão do aumento do nível do mar. Em algumas regiões isso provocará a necessidade de uma dessalinização particularmente custosa.

Fator demográfico
Além das consequências apontadas pelos especialistas, a demanda por água potável pode crescer cerca de 55% até meados do século em virtude do crescimento demográfico e da atividade industrial, indicou um informe da ONU em março.

Em 2050, o planeta pode contar com 9,6 bilhões de habitantes, em comparação com os 7,2 bilhões atualmente.

O aquecimento será um fator de estímulo para a demanda. Uma central elétrica precisará de mais água para esfriar suas instalações e a população beberá mais e passará mais tempo no banho devido ao aumento da temperatura ambiente, explica Jiménez Cisneros.

A luta por água
Essas perspectivas colocam em primeiro plano a necessidade de adaptação.

Isso significa, antes de tudo, questionarmos nosso uso da água, promovendo tecnologias mais econômicas para os banheiros ou para lavar roupas, e pensando formas de reciclagem para determinados usos, como a irrigação, observam os especialistas.

Também será necessário em alguns casos construir diques e adaptar os códigos de construção.

“A noção de risco não deve ser menosprezada”, adverte o climatologista Hervé Le Treut.

“Quando os sismólogos dizem que há risco de tremores de terra, as pessoas geralmente aceitam e não constroem casas (no lugar); mas quando são mencionados riscos de seca ou inundações, há uma tendência de levá-los menos a sério, porque a meteorologia e a climatologia costumam estar mais associadas à ideia de previsão do que à ideia de risco”, acrescenta.

No entanto, o IPCC adverte em seu relatório que o tema da água é muito sensível e que algumas regiões correm risco de registrar uma “disputa” exacerbada entre usuários: agricultores, indústrias, setores energéticos, simples consumidores.

A competição pode provocar também tensões entre países, como já ocorre por exemplo entre Egito e Etiópia pelas águas do rio Nilo.

Falar de futuras “guerras pela água” seria exagerado, considera Richard Connor, especialista em água da Unisfera, um escritório de assessoria a governos e ONGs. Mas em alguns casos, reconhece, pode haver conflitos “em que a água seria a primeira causa, ainda que a princípio oculta”.

Estudo alerta para risco de derretimento na Antártica Oriental

Enquanto a temperatura no Ártico vêm aumentando duas vezes mais rápido do que no resto do planeta, o gelo da Antártica foi durante muito tempo tido como pouco afetado pelas mudanças climáticas. Nos últimos anos, porém, as imagens de geleiras se derretendo colocaram a comunidade científica em alerta, ao menos em relação à região oeste. Somente a Antártica Oriental e seu frio cortante pareciam ser capazes de desafiar as mudanças climáticas.

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Mas estudos do Instituto de Pesquisa sobre Impactos Climáticos de Potsdam (PIK), na Alemanha, lançaram dúvidas sobre essa crença. Um artigo publicado esta semana na revista Nature Climate Change indica que o derretimento de apenas uma pequena parte da costa oriental da Antártica poderia provocar um enorme aumento do nível do mar ao longo dos anos, ao “liberar” grandes quantidades de gelo por ela retidas.

“Rolha” retém o gelo – “Até o momento, acreditava-se que apenas a parte oeste da Antártica era instável. Agora sabemos que sua porção leste, que é dez vezes maior, possivelmente também está em perigo”, afirma o pesquisador Anders Levermann, diretor de estratégias globais do PIK e coautor do estudo.

Levermann e seu colega Matthias Mengel chegaram a tais conclusões com base em simulações de computador, usando dados aprimorados sobre o subsolo da Antártica. “A Cratera de Wilkes, na Antártica Oriental, é como uma garrafa deitada”, afirma Mengel, o outro autor do estudo. “Se a rolha for tirada, a garrafa vai se esvaziar.”

Se a “rolha” – placa de gelo ao longo da costa e que “segura” enormes massas de gelo atrás de si– derreter, o nível do mar poderia aumentar de três a quatro metros. Apesar de as temperaturas do ar na região antártica serem muito baixas, correntes oceânicas mais quentes poderiam provocar o degelo na parte costeira.

Até o momento, não há sinais de águas mais quentes nas proximidades do manto de gelo de Wilkes. Algumas simulações partem do princípio de que as condições climáticas poderiam mudar nos próximos 200 anos, fazendo com que a “rolha” derretesse. Ainda assim, cientistas estimam que seriam necessários mais 2 mil anos para que o nível do mar aumentasse um metro.

Um processo longo, mas irreversível – Pelas simulações, demoraria de 5 mil a 10 mil anos para que todo o gelo retido pela “rolha” derretesse. “Mas, uma vez iniciado o derretimento, a água vai continuar a correr até que a bacia se esvazie por inteira”, diz Mengel. “Esse é o principal problema. Com a emissão de cada vez mais gases do efeito estufa, é possível que sejam desencadeadas reações que não conseguiremos controlar no futuro.”

O mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) prevê um aumento de 16 centímetros no nível dos mares ainda neste século devido ao derretimento da Antártica. Como isso já teria um impacto devastador em muitas áreas costeiras do mundo, qualquer fator adicional é de fundamental importância para os cálculos.

“Provavelmente superestimamos a estabilidade da Antártica Oriental até agora”, diz Levermann. O pesquisador alerta que qualquer pequeno aumento do nível do mar poderia agravar o risco de enchentes em cidades costeiras, como Rio de Janeiro, Nova York, Tóquio e Mumbai.

No momento, a maior responsável na Antártica pelo aumento no nível do mar é a geleira da Ilha de Pine, na Antártica Ocidental. Um enorme iceberg descolou-se da geleira no ano passado e flutua no oceano. O glaciólogo Gael Durand, da Universidade de Grenoble, na França, afirmou à DW em janeiro deste ano que esta enorme geleira já alcançou um estágio em que o derretimento é irreversível, independentemente da temperatura do ar ou do oceano. (Fonte: Terra)

Satélites vão ajudar no monitoramento de fazendas

O monitoramento de áreas de preservação, reserva legal ou terras indígenas ficará mais fácil com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), informou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O decreto regulamentando o CAR, previsto no Código Florestal, foi publicado em edição extraordinária nesta segunda-feira do Diário Oficial da União. O cadastro é obrigatório para quem é dono de um imóvel rural.

satelite fazendas

Segundo a ministra, o sistema do governo federal para acompanhamento do cadastro, Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), disponibiliza imagens via satélite das propriedades rurais e permitirá aos órgãos ambientais dos Estados saber se as informações prestadas pelos proprietários são verdadeiras e definir onde fazer as visitas de campo.

“Essa análise é que muita gente apostava que os estados não iam dar conta. Nós estamos entregando pronta. Os estados vão ter uma ferramenta em mãos (…). A partir dali (da ferramenta), ele (estado) vai chamar o proprietário e fazer o programa de recuperação ambiental”, disse a ministra, em entrevista coletiva. De posse dos dados do cadastro, que devem ser enviados dentro de um ano, os Estados devem traçar planos de recuperação, negociando com os proprietários de imóveis rurais a recomposição ou compensação das áreas prejudicadas.

O sistema está no ar desde o ano passado, mas funcionava em fase de testes. O SiCAR, cujo desenvolvimento envolveu aproximadamente R$ 70 milhões, está carregado com imagens de satélite referentes aos anos de 2008, 2011 e 2012. As fotografias de 2008 são necessárias como referência, por se tratar do prazo limite que o Código Florestal estabeleceu para anistia aos casos de desmatamento. Imagens de 2013 e 2014 também deverão ser adquiridas. “O ministério até 2017 comprará (anualmente) imagens atualizadas”, informou Izabella Teixeira. De acordo com a ministra, “o sistema bloqueia fraudes”.

O prazo para proprietários rurais fazerem o cadastro é um ano a partir desta segunda-feira. Izabella Teixeira declarou que, embora esteja prevista no Código Florestal a possibilidade de prorrogação do prazo em mais um ano, o objetivo é que o CAR seja finalizado o mais rápido possível. “Eu desejaria que não fosse prorrogado. (O cadastro) é o primeiro passo para o programa de recuperação ambiental, que nunca foi feito neste País. É uma fotografia importante para o Brasil ter”, disse.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, existem aproximadamente 5,6 milhões imóveis rurais no País, cujos proprietários devem fazer inscrição no cadastro. Desses, 90% são pequenas propriedades, que ocupam cerca de um quinto das terras do País. O Código Florestal exige recuperação da vegetação nativa dependendo do tamanho da propriedade rural. (Fonte: Agência Brasil)
Foto: Satélites vão ajudar no monitoramento de fazendas

O monitoramento de áreas de preservação, reserva legal ou terras indígenas ficará mais fácil com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), informou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O decreto regulamentando o CAR, previsto no Código Florestal, foi publicado em edição extraordinária nesta segunda-feira do Diário Oficial da União. O cadastro é obrigatório para quem é dono de um imóvel rural.

Segundo a ministra, o sistema do governo federal para acompanhamento do cadastro, Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), disponibiliza imagens via satélite das propriedades rurais e permitirá aos órgãos ambientais dos Estados saber se as informações prestadas pelos proprietários são verdadeiras e definir onde fazer as visitas de campo.

“Essa análise é que muita gente apostava que os estados não iam dar conta. Nós estamos entregando pronta. Os estados vão ter uma ferramenta em mãos (…). A partir dali (da ferramenta), ele (estado) vai chamar o proprietário e fazer o programa de recuperação ambiental”, disse a ministra, em entrevista coletiva. De posse dos dados do cadastro, que devem ser enviados dentro de um ano, os Estados devem traçar planos de recuperação, negociando com os proprietários de imóveis rurais a recomposição ou compensação das áreas prejudicadas.

O sistema está no ar desde o ano passado, mas funcionava em fase de testes. O SiCAR, cujo desenvolvimento envolveu aproximadamente R$ 70 milhões, está carregado com imagens de satélite referentes aos anos de 2008, 2011 e 2012. As fotografias de 2008 são necessárias como referência, por se tratar do prazo limite que o Código Florestal estabeleceu para anistia aos casos de desmatamento. Imagens de 2013 e 2014 também deverão ser adquiridas. “O ministério até 2017 comprará (anualmente) imagens atualizadas”, informou Izabella Teixeira. De acordo com a ministra, “o sistema bloqueia fraudes”.

O prazo para proprietários rurais fazerem o cadastro é um ano a partir desta segunda-feira. Izabella Teixeira declarou que, embora esteja prevista no Código Florestal a possibilidade de prorrogação do prazo em mais um ano, o objetivo é que o CAR seja finalizado o mais rápido possível. “Eu desejaria que não fosse prorrogado. (O cadastro) é o primeiro passo para o programa de recuperação ambiental, que nunca foi feito neste País. É uma fotografia importante para o Brasil ter”, disse.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, existem aproximadamente 5,6 milhões imóveis rurais no País, cujos proprietários devem fazer inscrição no cadastro. Desses, 90% são pequenas propriedades, que ocupam cerca de um quinto das terras do País. O Código Florestal exige recuperação da vegetação nativa dependendo do tamanho da propriedade rural. (Fonte: Agência Brasil)