Arquivo do mês: julho 2014

A Gestão Ambiental na Empresa

Há algumas décadas as pessoas perceberam que a preservação do planeta Terra significa também a preservação da própria vida. Inicialmente, a preocupação era pela extinção dos animais, mais tarde a questão da derrubada das florestas, a poluição do ar.

GESTAO AMBIENTAL

Em seguida, a poluição industrial e agrícola e também a preocupação com a poluição gerada nos países em desenvolvimento, pela falta de infra-estrutura urbana. Finalmente foram identificadas as grandes conseqüências da poluição mundial e seus riscos, como o efeito estufa e a camada de ozônio.

Se inicialmente tínhamos alguns idealistas alertando para problemas que pareciam surreais, mais tarde passou-se a contar com organizações especialistas na questão ambiental, organizações internacionais e alguns poucos governos comprometidos com a preservação do Planeta.

Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo lutam por esta nobre causa, tentando mostrar os perigos iminentes de uma postura agressiva ao meio em que vivemos, e os riscos concretos que corremos.

Esta consciência coletiva vem crescendo dia-a-dia, transformando culturas, quebrando velhos paradigmas e obrigando todos a darem sua colaboração por uma justa causa, a saúde do nosso Planeta.

Um dos últimos grupos a integrar esta luta, e talvez o que traga resultados mais diretos em menos tempo, é o setor empresarial. Movidos pela exigência de seus consumidores, inicialmente europeus, as empresas começaram a perceber que seus clientes estavam dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente corretos, e mais, deixar de comprar aqueles que contribuíam para a degradação do Planeta.

Além disto, esta pressão popular atingiu também os governos, os quais passaram a estabelecer legislações ambientais cada vez mais rígidas, fazendo com que as empresas tivessem que adequar seus processos industriais, utilizando-se de tecnologias mais limpas.

Esta mudança na percepção da questão ambiental obrigou o setor industrial, a desenvolver e implantar sistemas de gestão de seus processos de maneira que atendessem a demanda vinda de seus clientes e cumprissem com a legislação ambiental vigente.

A estes sistemas denominaram Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Com estes sistemas, os empresários começaram a verificar que uma postura ambientalmente correta na gestão dos seus processos refletia diretamente em produtividade, qualidade e conseqüentemente melhores resultados econômico-financeiros.

Além disto, como uma forma de verificar e divulgar quais as empresas que realmente apresentam uma postura ambientalmente correta, estabeleceu-se sistemas de avaliação de desempenho ambiental, com normas e critérios padronizados para o mundo todo. O conjunto de normas mais conhecido é o da série ISO 14000.

A implantação de um sistema de gestão ambiental, por uma empresa, pressupõem e exige um forte comprometimento de sua direção e colaboradores com o meio ambiente. Não basta apenas anunciar que seus processos não causam danos ambientais, é preciso provar.

A implantação de um SGA e a obtenção de um certificado ISO 14001 jamais pode ser simplesmente uma jogada de marketing ou o cumprimento de uma cláusula comercial, pois mais cedo ou mais tarde, esta verdade será mostrada, com prejuízos ainda maiores para a empresa.

Esta decisão deve ser baseada em uma análise criteriosa dos benefícios a serem obtidos e dos recursos a serem utilizados. É fundamental lembrar que uma vez obtida a certificação, este compromisso passa a ser permanente, exigindo uma mudança definitiva da antiga cultura e das velhas práticas.

Contudo, o gerenciamento de um processo, por meio das ferramentas de um Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA) possibilita inúmeros ganhos de produtividade e qualidade, além da satisfação das pessoas envolvidas diretamente naquele processo, pois estes aprendem que sempre é possível fazer melhor e percebem a evolução da qualidade de seus serviços.

E o mais importante neste processo: o cliente passa a confiar muito mais na empresa e em seus produtos.
Atuar de maneira ambientalmente responsável é ainda hoje um diferencial entre as empresas, destacando-as neste competitivo mercado.

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Ciências Ambientais

A preocupação com o meio ambiente deixou de ser interesse de grupos isolados. Hoje, a preservação da natureza é considerada essencial para garantir a permanência humana na Terra. Os desafios ambientais da sociedade exigem a formação de alguém preparado para lidar com questões relativas ao meio ambiente, à sustentabilidade, à biodiversidade, à geodiversidade e à bioeconomia. O trabalho dos profissionais das Ciências Ambientais pode abarcar atividades genéricas – como a confecção de estudos de impacto ambietal, planos de controle e a gestão de unidades de conservação (Parques Nacionais, florestas e Áreas de Proteção Ambiental – APAs). O formado na área também pode se dedicar a funções mais específicas, entre elas a elaboração de estudos de valoração de impactos, métodos e tecnologias para minimização dos efeitos adversos ao meio ambiente e projetos de sustentabilidade.

geodiversidade

Além da vontade de contribuir para o enfrentamento dos problemas ambientais, o interessado em ingressar na carreira deve ter habilidade para atuar em perspectivas multidisciplinares. O curso também vai exigir aptidão para trabalhar com recursos tecnólogicos. Ao final da graduação, o estudante estará capacitado para realizar trabalhos de campo em conjunto com outros especialistas e para integrar informações e dados obtidos por diferentes técnicos. Também estará preparado para trabalhar com imagens de satélite, fotografias aéreas, confecção de mapas temáticos e desenvolvimento de sistemas de informações geográficas.

Ibama e MPA assinam acordo para troca de informações

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assinaram um acordo que vai permitir que ambos troquem informações do Sistema de Registro Geral da Pesca (SISRGP) e do Cadastro Técnico Federal (CTF). O objetivo é facilitar a gestão dos recursos pesqueiros, o desenvolvimento da aquicultura e a concessão da carteira de pescador profissional.

De acordo com o ministro da Pesca e da Aquicultura, Eduardo Lopes, esta união entre o MPA e o Ibama é etapa importante para a atividade pesqueira no Brasil. “A parceria entre os órgãos amplia o desenvolvimento de programas e soluções técnicas na aquicultura e suas ações possibilita a formulação de políticas de desenvolvimento sustentável para as atividades”, afirmou o ministro.

Segundo o presidente do Ibama, Volney Zanardi, o acordo celebrado significa um grande amadurecimento entre o Ministério da Pesca e o Ibama. “O passo que demos aqui hoje é enorme. Produzir informações no RGP, informações online, resultará num melhor planejamento e ajustamento de algumas normas, focando-se num controle no que é mais importante”, explicou.

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Mineirão é o primeiro estádio a receber Selo Platinum de Sustentabilidade

Mais de 90% dos resíduos gerados pelas obras na Arena Belo Horizonte foram reutilizados ou reciclados

O Mineirão se tornou o primeiro estádio brasileiro a receber o Selo Platinum do U. S. Green Building Council (USGBC), categoria máxima na certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED). A arena de Belo Horizonte, reformada para a Copa do Mundo, cumpriu oito itens considerados pré-requisitos e ainda apresentou inovações sustentáveis que não eram exigidas pelo USGBC para conquistar a graduação.

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O USGBC é responsável pela certificação utilizada em 143 países para incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações. O órgão concedeu alta pontuação ao estádio mineiro, garantindo a nota máxima e o Selo Platinum.

O esforço em prol da sustentabilidade começou durante as obras de reforma iniciadas em janeiro de 2010. Mais de 90% dos resíduos gerados foram reutilizados ou reciclados; e as mais de 50 mil cadeiras do antigo Mineirão foram doadas para ginásios e estádios do interior do estado e toda a sucata metálica foi destinada para usinas recicladoras. Também foram implantados lava rodas para limpeza dos caminhões na saída da obra para evitar sujeira no entorno do estádio, mas com um sistema ecoeficiente, com reaproveitamento da água por meio de caixas de decantação e bombas, com economia média de 18 mil litros de água por dia.

Desde o período de reforma, foi implantado o sistema de coleta seletiva, utilizada até hoje no dia a dia do estádio e em dias de jogos. Outra iniciativa em prol do meio ambiente foi a construção de reservatórios com capacidade de armazenamento de 5 milhões de litros de água das chuvas. A água captada é reutilizada para encher bacias, mictórios e irrigar o campo por até três meses de estiagem. O processo gera uma redução de até 70% no consumo de água do estádio.

O Mineirão conta também com restritores de mictórios, torneiras e chuveiros, que diminuem o consumo cerca de 10% no volume de água utilizado nos banheiros.

As madeiras retiradas do entorno foram reaproveitadas por artesãos mineiros na produção de arte popular. Como a fachada do estádio foi preservada, deixou-se de produzir bastante entulho. Se o Mineirão fosse demolido, a estimativa é de que fossem descartados 32.500 metros cúbicos de concreto, referentes a pórticos, paredes, cobertura antiga e arquibancadas em geral, além de 3.610 toneladas de aço.

Além disso, uma usina fotovoltaica foi instalada na cobertura do estádio, capaz de captar energia solar e transformá-la em energia elétrica. As placas têm potência de 1,6 megawatt, suficiente para 1.200 residências de médio porte. A iluminação do estádio tem como características a alta eficiência e o baixo consumo, com sistema elétrico inteligente.

“Uma das nossas maiores preocupações sempre foi o compromisso com o meio ambiente, então fazemos tudo voltado para a eficiência energética e não poluidora. Essa foi uma vitória, pois o novo Mineirão foi todo pensado em cima da consciência ambiental”, comemora Otávio Góes , gerente de Tecnologia da Minas Arena, consórcio responsável pela reforma do Mineirão e pela operação do estádio por 25 anos.

Sistema LEED

A Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) é um sistema internacional de certificação e orientação ambiental, utilizado em 143 países, com objetivo de incentivar a transformação dos projetos, obras e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade. Criada pelo Conselho de Construção Sustentável dos EUA (USGBC) em 2000, a certificação chegou ao Brasil em 2007. Atualmente, são 90 edificações certificadas no país, quarto do mundo em número de registros.

O U. S. Green Building Council (USGBC) já havia anunciado, no dia 17 de junho, que outros estádios da Copa do Mundo obtiveram a certificação LEED Prata: Maracanã, no Rio de Janeiro, Arena Pernambuco, em Recife, Fonte Nova, em Salvador, e Arena Amazônia, em Manaus. O Castelão, em Fortaleza, recebeu o LEED Certified.

“À medida que os olhos do mundo caem sobre o Brasil, estes projetos estão demonstrando não só a aplicabilidade e a adaptabilidade do sistema de classificação do LEED Green Building no mundo inteiro, mas também a posição de liderança do Brasil na vanguarda do movimento para construções sustentáveis de alta performance”, disse Rick Fedrizzi, fundador e presidente, do USGBC.

Fonte: Portal Brasil / Ministério do Esporte.