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Rio Araguaia pode secar em até 40 anos, revela estudo da polícia em GO

Vídeos feitos pela Delegacia do Meio Ambiente relevam grande desmatamento.
Produtores podem responder criminalmente pela destruição das matas.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) divulgou nesta terça-feira (9) um levantamento sobre as condições ambientais do Rio Araguaia, que corta do estado de Goiás. De acordo com os dados e imagens colhidas ao longo de três meses, a estimativa é que, se a situação não for corrigida imediatamente, o a bacia pode secar em até 40 anos.

Vídeos feitos pela polícia mostram toda a destruição da natureza em algumas cidades que cercam o rio. Em alguns pontos, a mata foi derrubada para dar lugar a plantações ou pastos para a criação de gado. Em Britânia, o Rio Vermelho foi desviado por agropecuaristas. Devido a essa alteração, o Lago dos Tigres, abastecido pelo rio, corre o risco de secar.

O delegado titular da Dema, Luziano Carvalho relata que os indícios são preocupantes. “Houve o desmatamento ao longo do tempo de margens dos mananciais do Rio Araguaia. Onde tinha água, colocou-se capim, onde tinha peixe, hoje tem boi. Eram locais para alimentar os mananciais; hoje evaporam com uma rapidez incrível, porque onde tinha infiltração, está compactado pelo pisoteio do gado”, disse.

A polícia vai pedir para que os produtores rurais cerquem a área ao redor das nascentes, para que a mata possa voltar a crescer. Quem não colaborar, poderá responder criminalmente. “Vai caracterizar crime ambiental, por impedir ou dificultar a regeneração natural. Também vamos encaminhar todos esses procedimentos ao Poder Judiciário. É um momento em que precisamos urgentemente de sair do discurso, inclusive o de punição, para o momento de recuperação”, disse o delegado.

O Rio Araguaia nasce em Goiás e deságua no Pará. É considerado o rio mais importante do Cerrado, além de contribuir com as bacias Amazônica e do Sudeste. “Pode virar uma história. Um dia a gente fala que o Araguaia um dia foi muito bom de peixe, teve uma fauna riquíssima. Hoje ainda está em tempo, já está muito depredado, mas ainda tem tempo [de salvar o rio]. É questão de conscientização, de trabalho e de fiscalização”, disse o biólogo Hélder Lúcio Silva.

Fonte: G1 / Goiás

Ribeirão João Leite tem 23 nascentes que já não podem ser recuperadas

Delegado alerta para possível falta de água se medidas não forem tomadas.
Fazendeiros se comprometeram em proteger as demais 468 nascentes.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) divulgou nesta terça-feira (10) que 23 nascentes que compõem a bacia do Ribeirão João Leite não podem mais ser recuperadas.  Responsável por abastecer a Região Metropolitana de Goiânia, o reservatório formado pelo manancial pode secar em alguns anos se não for protegido.

“Se não tiver a manutenção, o cuidado com as nascentes, o uso da água de forma indiscriminada, porque nós temos muito abusos, muito desperdícios, o manancial não vai resistir”, disse o titular da Dema, Luziano de Carvalho.

Ao todo, o ribeirão possui 491 nascentes, sendo que 70 estão integralmente preservadas. A Polícia Civil monitora a região desde 1999 e, por isso, já conseguiu reverter 19 nascentes que corriam o risco de secar. Inclusive, a do principal afluente do ribeirão, localizada em Ouro Verde, a 59 km de Goiânia.

Fotos retiradas em 2004 mostram que as proximidades da nascente estavam desmatadas. Situação completamente diferente do registrado dez anos depois, quando a mata ciliar foi recuperada.

A mudança ambiental ocorreu com o apoio de fazendeiros da região. Para o delegado, é fundamental a parceria com os produtores rurais. Ele espera que, até o final do ano, todas as nascentes estejam protegidas de novas ações degradantes.

Representante de fazendeiros da região, Benício Rodrigues afirma que eles fazem questão de proteger o meio ambiente. “Eles se comprometeram em cercar as nascentes para evitar a aproximação do gado, deixar regenerar a vegetação e enriquecer com outros arbóreos, regenerando o mais rápido possível a região”, afirma.

O delegado afirma que a intenção não é indiciar o produtor rural, mas sim fazer parcerias. Luziano afirma que, apenas em casos extremos os fazendeiros são indiciados. Caso os donos de fazendas impeçam ou dificultem a regeneração ambiental, ele pode ser multado em até R$ 5 mil por hectare.

Caso seja condenado, a pena pode ser de 6 meses a 1 ano. “O objetivo não é criminalizar ninguém, tem que acabar essa cultura de punição, tem que ser de conscientização”, afirma Luziano.

Fonte: G1 / Goiás

‘PIB sustentável’ do Brasil cresceu apenas 2% em 20 anos, diz estudo

Se toda a riqueza produzida pelo Brasil fosse dividida pelo total de habitantes do país em 1990, cada brasileiro levaria para casa R$ 3.999. Vinte anos depois, em 2010, a divisão desse bolo – conhecido pelos economistas como o PIB per capita – seria de R$ 5.604, uma alta de 40%.

No entanto, segundo um novo indicador divulgado nesta quarta-feira (10), a economia brasileira teria crescido na verdade apenas uma fração disso: 2% em duas décadas.

A explicação: se por um lado, mais bens e serviços foram produzidos, por outro, mais recursos renováveis e não renováveis também foram gastos para alimentar esse crescimento. Além disso, por causa de flutuações de mercado, parte dessas matérias-primas também perdeu valor ao longo do tempo.

Ou seja, conclui o relatório, o Brasil ficou mais rico, mas a um ritmo inferior do que supõe a métrica tradicional.

Em sua segunda edição, o Índice de Riqueza Inclusiva (ou IRW, de Inclusive Wealth Index) mediu o desempenho econômico de 140 países entre 1990 e 2010 de forma a refletir a evolução do desenvolvimento sustentável nesse período.

Publicado a cada dois anos desde 2012, o levantamento não se restringe a analisar o quanto aumentou o PIB per capita no período – calcula o impacto na economia das mudanças em capital humano (mão de obra), capital natural (recursos naturais) e capital produzido (produção de bens e serviços) de cada país.

De forma geral, segundo aponta o relatório, os países apresentaram um crescimento bem mais expressivo quando analisado apenas seu desempenho econômico pelos critérios de PIB per capita. Entre 1990 e 2010, esse indicador registrou alta de 50%.

No entanto, quando as mudanças no capital humano, natural e produzido são consideradas, a economia mundial cresceu muito menos: apenas 6%.

De acordo com a pesquisa, o baixo nível de crescimento do capital humano (em termos de educação, aptidão e habilidades), combinado com vastas perdas no capital natural (terras agrícolas, florestas, reservas fósseis e minerais), explicam o mau desempenho do crescimento da economia global apesar dos enormes ganhos no capital produzido.

“O relatório desafia a perspectiva limitadora do PIB. E também destaca a necessidade de integrar a sustentabilidade na evolução econômica e no planejamento de políticas públicas”, afirmou Partha Dasgupta, professor emérito de Economia da Universidade de Cambridge e um dos responsáveis pelo estudo.

“Olhar além do PIB e adotar um Índice de Riqueza Inclusiva internacionalmente é fundamental para que a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015 se adeque aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, acrescentou Dasgupta.

Perda de recursos

O Brasil não foi exceção entre os países que apresentaram desequilíbrios entre os critérios convencionais de medição do crescimento da economia e a alternativa proposta pelo IWI.

Entre 1990 e 2010, os economias per capita de Estados Unidos, Índia e China, por exemplo, cresceram respectivamente 33%, 155% e 523%. Já quando o desenvolvimento sustentável é analisado, a riqueza inclusiva desses países teria crescido 13%, 16% e 47% em duas décadas.

Outros países inclusive tiveram desempenho negativo quando avaliada a variação do IWI, como o Equador, onde o PIB per capita aumentou 37% e a riqueza inclusiva caiu 17%. A economia do Catar quase dobrou de tamanho (alta de 85%) segundo a medição tradicional, mas o IWI apresentou queda de 53%.

De acordo com o relatório, o crescimento populacional e a depreciação do capital natural são os dois principais fatores por trás da queda da geração de riqueza sustentável per capita na maioria dos países analisados.

O estudo acrescenta que a população aumentou em 127 dos 140 países analisados, enquanto o capital natural registrou trajetória inversa, caindo também em 127 das 140 nações avaliadas.

“Embora ambos os fatores tenham influenciado negativamente o crescimento da riqueza, as mudanças populacionais foram responsáveis pelas maiores reduções”, destaca a pesquisa.

Fonte finita

No caso do capital natural, a situação do Brasil é curiosa. Apesar de ter a segunda maior cobertura florestal do mundo, com 56% do território dominado por florestas, o país foi um dos que mais perdeu capital florestal nos últimos anos, ao lado de Nigéria, Indonésia, Mianmar e Zimbábue, e acabou ultrapassado pela China.

O país asiático, por sua vez, lidera o ranking global, mas só tem 18% de seu território coberto por florestas, segundo o estudo, devido às diferenças de preço da madeira. A China tem mais áreas onde a matéria-prima pode ser extraída e vendida legalmente.

Além disso, acrescenta o relatório, o Brasil perdeu capital florestal entre 1990 e 2000 devido ao desmatamento e só começou a recuperá-lo na última década, quando medidas para conter a derrubada de árvores, como leis mais duras, foram tomadas pelo governo.

Por outro lado, o país ganhou capital natural ao aumentar o número de terras destinadas à agricultura.

O estudo alerta, no entanto, sobre o consumo desenfreado das matérias-primas que alimentou o crescimento econômico na década anterior, medido pelos critérios convencionais.

“Por mais de meio século, avaliamos o progresso das nações com base em quanto é produzido, consumido e investido; nós o medimos em dólares americanos e agregamos os dados em uma métrica fácil de ser comparada: o Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou Anantha Duraiappah, diretor da Unesco / Instituto Mahatma Gandhi de Educação para Paz e Desenvolvimento Sustentável.

“A suposição implícita, no entanto, de que a fonte da qual depende esse crescimento é infinita claramente não é verdadeira. Menos de 50% dos 140 países analisados estão uma trajetória sustentável; mais da metade deles está consumindo além do que podem”, acrescentou ele.

Luís Guilherme Barrucho // Da BBC Brasil em São Paulo

Fonte: Site Economia Uol

Desastres naturais de 2014 foram menos destrutivos, afirma seguradora

Catástrofes provocaram menos mortes e danos materiais em 30 anos.
Dados de 2014 ‘não permitem criar a ilusão de segurança’, diz relatório.

As catástrofes naturais registradas em 2014 provocaram menos mortes e danos materiais que nos últimos trinta anos, constata a resseguradora Munich Re em um documento publicado nesta quarta-feira (7).

A gigante alemã dos resseguros, que publica estudo anual sobre o tema, calcula que os custos acumulados pelas catástrofes no ano passado chegaram a US$ 110 bilhões, valor menor que no ano anterior (US$ 140 bilhões) e que a média dos últimos trinta anos.

Os desastres provocaram 7.700 mortes. Com 665 vítimas, as inundações na Índia e no Paquistão em setembro foram as mais mortíferas. O mais destrutivo e caro evento climático de 2014 foi o ciclone Hudhud, que atingiu a Índia, com um custo de US$ 7 bilhões.

O número de mortos registrados nas catástrofes naturais caiu significativamente em relação a 2013 (21.000) e à média dos últimos anos, e se situa no nível de 1984.

‘Ilusão de segurança’
Estes dados são uma boa notícia, comenta em um comunicado Torsten Jeworrek, membro da direção da Munich Re, e são explicados, entre outras coisas, pelas medidas preventivas adotadas pelas autoridades, como na Índia com a chegada do ciclone Hudhud ou nas Filipinas antes do tufão Hagupit.

A temporada de furacões na América do Norte e Central foi relativamente tranquila, já que foram registrados oito furacões violentos contra os 11, em média, ocorridos entre 1950 e 2013. Mas os dados de 2014 “não permitem criar a ilusão de segurança”, afirma Jeworrek, que adverte “que não há razão para esperar uma evolução similar em 2015”.

Dos US$ 110 bilhões em danos constatados no ano passado, apenas US$ 31 bilhões estavam assegurados. O desastre natural mais caro, uma tempestade no Japão que esteve acompanhada por fortes nevascas, teve um custo para as companhias de seguros de US$ 3,1 bilhões.

Fonte: G1

Produção sustentável

matéria site

A reutilização da água para o desenvolvimento do país

Em meio à crise hídrica no estado de São Paulo, a eficiência da gestão das águas no nosso país nunca foi tão questionada. As chuvas deste ano foram escassas, porém isto apenas evidenciou a fragilidade e falhas do nosso sistema de tratamento e distribuição de águas.

Já passamos do momento de criação de um plano de contingência e a situação é emergencial, porém diversas ações podem ser tomadas para evitar que isso se repita em longo prazo. Em 2011, por exemplo, o nível de chuvas foi muito elevado e não pode ser armazenado pelas represas, que atingiram 100% da capacidade. Como os sistemas não prevêem as alternâncias mais extremas de chuvas e secas, essa água acabou sendo desperdiçada.

De acordo com um estudo divulgado pela Instituição Trata Brasil, cerca de metade da água que escorre pelos ralos ainda chega na forma de esgoto sem tratamento aos  rios, córregos e represas de São Paulo. Com apenas 38,7% do volume tratado, a capital paulista está ignorando um estoque de água equivalente a dois sistemas Cantareira. Com o devido tratamento desse volume, a crise atual poderia ser amenizada.

A reutilização da água não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. No Brasil, as estações tratam o esgoto em nível inicial, por isso a água é utilizada apenas para limpeza de calçadas, irrigação de jardins e na produção industrial. Adicionando mais etapas para completar o tratamento, a água se tornaria potável, como é feito em países como EUA, Austrália e Bélgica.

A eficiência dos sistemas de tratamento de efluentes também é um fator a ser levado em consideração. Atualmente, emprega-se sistema de aeração por ar difuso no tratamento de efluentes sanitários e efluentes industriais, composto por soprador de ar, tubulações e válvulas para alimentação de ar e difusores de membranas em EPDM. Porém já é possível encontrar no mercado novas tecnologias mais eficientes produzidas com diferentes tipos de polímeros. Essa opção, apesar de ter o custo mais alto de instalação, possui a vida útil cerca de 200% mais longa, o que reduz consideravelmente os custos com manutenção. Em longo prazo, o investimento é compensado, já que não há a necessidade de instalar um novo sistema nos próximos 10 ou 12 anos.

Nesse cenário, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, já que dos 62,8 milhões de domicílios, quase 27 milhões de residências não possuem ao menos rede coletora de esgoto. Para reverter essa situação, segundo um relatório divulgado em março pelo IBGE, o Brasil precisa investir pouco mais que R$ 313 bilhões até 2033 para que o saneamento básico alcance 100% da população.

Outro estudo realizado pela Instituição Trata Brasil, revelou que alunos sem acesso à coleta de esgoto e água tratada sofrem um atraso escolar maior em comparação aos estudantes com as mesmas condições socioeconômicas, mas que moram em locais onde há saneamento. Além da redução em 6,8% do atraso escolar, de acordo com a pesquisa, a universalização do saneamento refletiria no ganho de produtividade do trabalho e aumento na remuneração futura. O turismo também pode se beneficiar e o país arrecadaria anualmente R$ 7,2 bilhões com atividades turísticas em áreas onde atualmente não há serviços de coleta de esgoto.

É um investimento alto, porém extremamente importante para a utilização dos recursos hídricos. O tratamento de efluentes acaba representando um potencial emergente que visa não somente a racionalização do uso de um bem finito, mas também auxilia indiretamente no desenvolvimento da sociedade ao redor.

(Renato Rossato é engenheiro de

Desenvolvimento da REHAU no Brasil)

Fonte: DIÁRIO DA MANHÃ – RENATO ROSSATO

Conferência do clima está longe de acordo, segundo ONGs

Para ambientalistas, países têm interesses diferentes no combate à emissão de gases tóxicos, por exemplo

As organizações não governamentais (ONGs) que estão em Lima (Peru) como observadores das negociações internacionais sobre o clima criticaram a falta de progressos para alcançar um acordo multilateral, que deve estar concluído dentro de um ano.

A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20), que começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro, deverá reunir as bases do futuro acordo em que participará, pela primeira vez, toda a comunidade internacional na luta contra o aquecimento global.

“Têm existido vários falsos começos desde o início da semana”, lamentou Tasneem Essop, porta-voz da ONG WWF, para quem “os negociadores ainda não entenderam que este diálogo é uma urgência planetária”.

Segundo o porta-voz, existem duas concepções em confronto para o futuro acordo, aguardado para o final de 2015 em Paris. Uma delas está “centrada nos esforços de redução dos gases de efeito estufa” e a outra, “mais global, inclui questões de adaptação (às alterações climáticas) e de financiamento”.

Leia mais: ONU: Para vencer aquecimento global é preciso cortar emissões a zero até 2100

Fórum Global de Desenvolvimento Sustentável reúne líderes mundiais na Dinamarca

“O Protocolo de Kioto é centrado na redução de gases de efeito estufa (dos países desenvolvidos), mas, para o futuro acordo, os países em desenvolvimento pretendem que a adaptação aos impactos do aquecimento seja incluída”, destacou Meena Raman, da ONG Rede do Terceiro Mundo.

Para Alix Mazounie, do grupo de organizações francesas Ação Contra o Clima, as negociações não começaram verdadeiramente. “É verdade que a primeira semana (das conferências anuais da ONU sobre o clima) costumam ser assim, com muitas posições e os países traçando até onde podem ir”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Combate ao efeito estufa soma R$ 10,8 milhões

O valor se refere somente aos recursos não reembolsáveis liberados em 2014 pelo Fundo Clima

Mais de R$ 10,8 milhões foram investidos, neste ano, em programas de combate às emissões de gases de efeito estufa. O valor foi apresentado, na última quinta-feira (04/12), em reunião do Comitê Gestor do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), responsável pela execução do montante. Os projetos financiados pelo Fundo se dividem em áreas como desenvolvimento e difusão tecnológica e monitoramento e avaliação.

A verba se refere aos recursos não reembolsáveis executados em 2014. Pioneiro no apoio a pesquisas e programas de mitigação e adaptação, o Fundo Clima é um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). Com natureza contábil e vinculado ao MMA, ele é administrado por um comitê formado por representantes de órgãos federais, da sociedade civil, do terceiro setor, dos estados e dos municípios.

EXECUÇÃO

O Comitê Gestor apresentou, ainda, dois projetos que estão em fase avançada de execução. Um deles desenvolve o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta), por meio da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), que montará 12 estações de monitoramento ao longo do litoral do país. O outro projeto apresentado apoia ações desempenhadas pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.

O Fundo engloba medidas que estão sendo defendidas pelo Brasil na 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a COP 20, que ocorre até o fim da próxima semana em Lima, no Peru. “A questão não é só mitigação. Estamos defendendo adaptação e um combinação de ações para o novo regime climático que está se desenhando”, afirmou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Carlos Klink.

SAIBA MAIS

Apesar de ser considerado um fenômeno natural, o efeito estufa tem sido intensificado nas últimas décadas acarretando mudanças climáticas. Essas mudanças decorrem do aumento descontrolado das emissões de gases de efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono e o metano. A emissão desses gases na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e consumo de energia.

Por: Lucas Tolentino – Edição: Vicente Tardin

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Novas definições para embalagens vazias de agrotóxicos

Publicada resolução com requisitos e critérios técnicos para o licenciamento ambiental

Aprovada no último dia 19/11 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama, foi publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, a resolução nº 465, que dispõe sobre os requisitos e critérios técnicos mínimos necessários para o licenciamento ambiental, pelos órgãos competentes, de unidades de recebimento de embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou contendo resíduos, regularmente fabricados e comercializados.

O novo texto revisa as exigências anteriores, tornando-as compatíveis com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que instituiu a logística reversa no setor.

A logística reversa compreende um conjunto de ações, procedimentos e meios para viabilizar a coleta e restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação.

Por resolução do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), o setor de embalagens de agrotóxicos foi um dos primeiros a adotar a logística reversa, há mais de dez anos, obtendo bons resultados, de acordo com o monitoramento feito pelas autoridades ambientais.

Para efeito desta resolução serão adotadas, dentre outras, as seguintes definições:

  • Postos para recebimento, controle e armazenamento temporário das embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou contendo resíduos, até que as mesmas sejam transferidas às centrais ou diretamente à destinação final ambientalmente adequada;
  • Centrais destinadas ao recebimento, controle, redução de volume, acondicionamento e armazenamento temporário de embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou contendo resíduos, que atenda aos consumidores, estabelecimentos comerciais e postos, até a retirada das embalagens e resíduos para a destinação final ambientalmente adequada;
  • Unidades volantes, ou veículos destinados à coleta regular de embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou contendo resíduos, para posterior entrega em posto, central ou local de destinação final ambientalmente adequada; e
  • Estabelecimentos comerciais nos quais será realizada a comercialização de agrotóxicos e afins e que serão responsáveis pelo recebimento, controle e armazenamento temporário das embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou contendo resíduos.

Por: Marcelo Carota – Edição: Vicente Tardin

Fonte: Site Ministério do Meio Ambiente

Aprovado projeto que exige licença ambiental de instalação em editais para obras públicas

Aprovado nesta terça-feira (2) na Comissão de Meio Ambiente (CMA), o Projeto de Lei do Senado (PLS)401/2013, do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), obriga a incluir a licença ambiental de instalação entre os documentos exigidos no edital para licitação de obras públicas. De acordo com a atual legislação, apenas a empresa vencedora da licitação precisa apresentar a licença de instalação quando vai iniciar as obras. A intenção do autor é evitar que obras já licitadas tenham de ser paralisadas por falta do documento. Para ele, com a medida, os órgãos ambientais poderão ser mais criteriosos no exame dos projetos e a administração pública realizar obras de melhor qualidade. Na opinião do relator da matéria, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), incluir a licença de instalação já no edital vai incentivar o poder público a fazer os estudos adequados antes de emitir licenças para o início das obras.

Fonte: Site Senado Federal