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Mineirão é o primeiro estádio a receber Selo Platinum de Sustentabilidade

Mais de 90% dos resíduos gerados pelas obras na Arena Belo Horizonte foram reutilizados ou reciclados

O Mineirão se tornou o primeiro estádio brasileiro a receber o Selo Platinum do U. S. Green Building Council (USGBC), categoria máxima na certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED). A arena de Belo Horizonte, reformada para a Copa do Mundo, cumpriu oito itens considerados pré-requisitos e ainda apresentou inovações sustentáveis que não eram exigidas pelo USGBC para conquistar a graduação.

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O USGBC é responsável pela certificação utilizada em 143 países para incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações. O órgão concedeu alta pontuação ao estádio mineiro, garantindo a nota máxima e o Selo Platinum.

O esforço em prol da sustentabilidade começou durante as obras de reforma iniciadas em janeiro de 2010. Mais de 90% dos resíduos gerados foram reutilizados ou reciclados; e as mais de 50 mil cadeiras do antigo Mineirão foram doadas para ginásios e estádios do interior do estado e toda a sucata metálica foi destinada para usinas recicladoras. Também foram implantados lava rodas para limpeza dos caminhões na saída da obra para evitar sujeira no entorno do estádio, mas com um sistema ecoeficiente, com reaproveitamento da água por meio de caixas de decantação e bombas, com economia média de 18 mil litros de água por dia.

Desde o período de reforma, foi implantado o sistema de coleta seletiva, utilizada até hoje no dia a dia do estádio e em dias de jogos. Outra iniciativa em prol do meio ambiente foi a construção de reservatórios com capacidade de armazenamento de 5 milhões de litros de água das chuvas. A água captada é reutilizada para encher bacias, mictórios e irrigar o campo por até três meses de estiagem. O processo gera uma redução de até 70% no consumo de água do estádio.

O Mineirão conta também com restritores de mictórios, torneiras e chuveiros, que diminuem o consumo cerca de 10% no volume de água utilizado nos banheiros.

As madeiras retiradas do entorno foram reaproveitadas por artesãos mineiros na produção de arte popular. Como a fachada do estádio foi preservada, deixou-se de produzir bastante entulho. Se o Mineirão fosse demolido, a estimativa é de que fossem descartados 32.500 metros cúbicos de concreto, referentes a pórticos, paredes, cobertura antiga e arquibancadas em geral, além de 3.610 toneladas de aço.

Além disso, uma usina fotovoltaica foi instalada na cobertura do estádio, capaz de captar energia solar e transformá-la em energia elétrica. As placas têm potência de 1,6 megawatt, suficiente para 1.200 residências de médio porte. A iluminação do estádio tem como características a alta eficiência e o baixo consumo, com sistema elétrico inteligente.

“Uma das nossas maiores preocupações sempre foi o compromisso com o meio ambiente, então fazemos tudo voltado para a eficiência energética e não poluidora. Essa foi uma vitória, pois o novo Mineirão foi todo pensado em cima da consciência ambiental”, comemora Otávio Góes , gerente de Tecnologia da Minas Arena, consórcio responsável pela reforma do Mineirão e pela operação do estádio por 25 anos.

Sistema LEED

A Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) é um sistema internacional de certificação e orientação ambiental, utilizado em 143 países, com objetivo de incentivar a transformação dos projetos, obras e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade. Criada pelo Conselho de Construção Sustentável dos EUA (USGBC) em 2000, a certificação chegou ao Brasil em 2007. Atualmente, são 90 edificações certificadas no país, quarto do mundo em número de registros.

O U. S. Green Building Council (USGBC) já havia anunciado, no dia 17 de junho, que outros estádios da Copa do Mundo obtiveram a certificação LEED Prata: Maracanã, no Rio de Janeiro, Arena Pernambuco, em Recife, Fonte Nova, em Salvador, e Arena Amazônia, em Manaus. O Castelão, em Fortaleza, recebeu o LEED Certified.

“À medida que os olhos do mundo caem sobre o Brasil, estes projetos estão demonstrando não só a aplicabilidade e a adaptabilidade do sistema de classificação do LEED Green Building no mundo inteiro, mas também a posição de liderança do Brasil na vanguarda do movimento para construções sustentáveis de alta performance”, disse Rick Fedrizzi, fundador e presidente, do USGBC.

Fonte: Portal Brasil / Ministério do Esporte.

Brasil define objetivos visando desenvolvimento sustentável

“O Brasil talvez seja o país com as maiores condições, no curto prazo, de assumir uma agenda de fato sustentável.” Assim a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a elaboração da posição brasileira para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que serão definidos em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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A ministra participou nesta segunda-feira (31) da mesa de lançamento do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) sobre a Agenda para o Desenvolvimento Pós-2015. O evento ocorreu no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O GTI é fruto da comissão interministerial da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Será co-presidido por Izabella e pelo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, e será integrado pelos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pela Secretaria Geral da Presidência da República, além de pontos focais de diversos ministérios.

Diálogo

O objetivo do GTI é promover o diálogo entre os órgãos e entidades federais, estaduais, municipais e a sociedade civil para elaborar a posição brasileira nas negociações da Agenda para o Desenvolvimento Pós-2015, no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas. Ao final, será elaborado um documento com as sugestões do Brasil.

“Desenvolvimento mais inclusivo e combate à pobreza são os grandes desafios”, defendeu a ministra. Segundo ela, devem estar presentes no documento final as questões das mudanças climáticas, as fontes de energia renováveis, a conservação da biodiversidade e a erradicação da pobreza – que se mantém em relação aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). “Temos, como emergentes, a obrigação de propor caminhos inovadores”, acrescentou.

Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a crise internacional em 2013 colocou um pouco de lado as discussões sobre sustentabilidade no âmbito global. “Temos o legado da Rio+20 e a obrigação de dar continuidade”, disse ela. Já o secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Diogo Santana, destacou a importância da mudança no padrão de consumo e o papel da juventude nos futuros ODS.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente